No domingo (6), durante abordagem policial em posto de combustíveis na cidade de Ananindeua, no Pará, o candidato Daniel Santos (Podemos), em plena campanha eleitoral para governador, proferiu ofensivas declarações ao delegado Ricardo e ao coronel Tabaranã, após agentes apreenderem material suspeito de ser utilizado para apoio à sua campanha, incluindo listas de veículos, computador e celulares.
Contexto Institucional e Apuração da O corrência
A Polícia Militar e a Delegacia da Cidade Nova iniciaram a operação após denúncia de aglomeração no estabelecimento, onde foram constatados indícios de distribuição gratuita de combustível com possível ligação à movimentação eleitoral, conforme apurado por laudos periciais e registros de imagens circuladas nas redes sociais.
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Pará (Sindelppa) repudou veementemente as manifestações do candidato, destacando que o delegado citado exerceu suas funções legais com imparcialidade e exigindo respeito às instituições e aos profissionais públicos que garantem a ordem e a segurança em momentos críticos como os atuais.
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Pará classificou as declarações como inaceitáveis e reforçou que servidores da segurança pública não devem ser submetidos a ataques durante a disputa eleitoral.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
As autoridades envolvidas, incluindo o Ministério Público Estadual e a Justiça Eleitoral, acionaram-se para apurar os fatos, com possibilidade de abertura de inquérito por crime contra a administração pública e uso indevido de recursos estatais em proveito eleitoral.
Especialistas apontam que a conduta pode configurar abuso de poder político se comprovada a utilização de recursos públicos ou logística policial para fins partidários, configurando violação ao Código de Conduta Eleitoral.



