O Copernicus registrou em 2025 o nível mais elevado de calor armazenado nos oceanos, com a quantidade de 23 zettajoules lançada em 2024, valor que supera em quase 40 vezes toda a energia consumida pela humanidade no ano corrente, evidenciando a intensificação acelerada das mudanças climáticas.
Contexto Institucional e Evidências Científicas do Aquecimento O ceânico
O estudo da 10ª edição do relatório do Copernicus, divulgado oficialmente na quarta‑feira (30/9), aponta que o oceano absorveu uma quantidade recorde de calor em 2024, fato que se traduz em 23 zettajoules — cifra que representa quase quarenta vezes o consumo energético global anual, conforme constatação baseada em medições satelitais e análises termométricas de longo prazo.
A acidez dos mares aumentou aproximadamente 17% entre 1985 e 2025, conforme os dados consolidados do mesmo relatório, enquanto o gelo marinho no Ártico registrou redução média mensal de cerca de 490 mil km² por década desde 1979, equivalente à perda de uma área do tamanho da Espanha a cada dez anos, reforçando a percepção de transformação acelerada dos ecossistemas oceânicos.
O oceano acumulou 23 zettajoules de calor em 2024, valor quase quatro vezes maior que toda a energia consumida pela humanidade no ano corrente.
Repercussão Institucional e Desafios Futuro
O Ministério do Meio Ambiente e a Secretaria de Segurança Climática já iniciaram diálogos internos para avaliar os impactos da constatação do Copernicus, enquanto o governo federal anunciou a inclusão do tema no próximo encontro da Assembleia Geral da O NU, com a presença do ministro e de lideranças internacionais.
Especialistas apontam que a continuidade desse ritmo de aquecimento pode desencadear alterações drásticas nos padrões climáticos globais, exigindo medidas de mitigação urgentes e reforçando a necessidade de políticas públicas alinhadas à ciência climática.



