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Economia

Petróleo fecha em queda após corte de ajuda dos EUA a Israel e sinais de negociação com Irã

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Ontem às 18:52
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Petróleo fecha em queda após corte de ajuda dos EUA a Israel e sinais de negociação com Irã
Fatos Rápidos da Notícia
  • O petróleo Brent fechou em queda de 1,11%, a US$ 103,60 o barril; o WTI recuou 0,38%, a US$ 96,09 o barril.
  • Donald Trump anunciou que cortará a ajuda de US$ 4 bilhões a Israel no final do ano.
  • EUA aprovaram minuta de memorando de entendimento com o Irã, segundo Al-Araby Al-Jadeed.
Resumo Editorial

Os preços do petróleo recuaram nesta terça-feira (3) no mercado internacional, influenciados pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o fim da ajuda financeira a Israel e por notícias de avanço diplomático com o Irã, apesar de novos bombardeios no Oriente Médio.

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (3), ampliando as perdas do dia anterior após operar de forma volátil diante de novos bombardeios no Oriente Médio durante a madrugada e sinais de avanços diplomáticos para o fim da guerra. O mercado também acompanhou o último dia das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em meio à incerteza sobre qual partido terá a maioria no Congresso.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 1,11% (US$ 1,17), a US$ 103,60 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 0,38% (US$ 0,37), a US$ 96,09 o barril, na Nymex.

A commodity avançava no começo do dia, com o mercado avaliando os ataques dos Estados Unidos contra alvos iranianos no Estreito de Ormuz. Contudo, ainda durante a manhã, os preços inverteram sinal e passaram a cair após o Al-Araby Al-Jadeed publicar que os EUA aprovaram uma minuta de um memorando de entendimento com o Irã.

Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça que cortará a ajuda de US$ 4 bilhões dada por seu governo para Israel no final do ano, argumentando que o país não precisa mais da assistência e pode comprar suas próprias armas.

Do lado iraniano, os avanços não foram vistos com otimismo: o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a postura do país é de "máxima cautela e total pessimismo" em qualquer negociação diplomática.

Para o XS.com, a reação do petróleo indica que o mercado parece ter "minimizado a importância" dos bombardeios americanos em solo iraniano. Ainda assim, os especialistas afirmam que não há fundamentos suficientes para justificar o nível de otimismo em relação às negociações, o que pode limitar a sustentabilidade da queda dos preços.

O ING aponta que ainda é "cedo demais" para descartar qualquer risco de uma nova escalada no conflito, mas destacou que qualquer avanço mais concreto nas negociações significariam uma maior pressão baixista sobre os preços. De acordo com o Swissquote, a questão central para o mercado será se o resultado das eleições nos EUA permitirá um alinhamento político para normalizar as condições de oferta ou afastar essa possibilidade.

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Tags:petróleo
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