Na madrugada de domingo, às 5h15, o jogador italiano Daniel Maldini, de 24 anos, protagonizou um grave acidente automobilístico no norte de Milão, colidindo o Porsche Carrera 4 que conduzia com outro veículo e causando ferimentos leves a seis pessoas, fato que culminou na imediata suspensão de sua carteira de motorista por exceder o limite legal de álcool no sangue em 0,89 g/l, conforme comprovado por dois exames subsequentes realizados pela polícia local.
Apuração e Contextualização do Evento
A investigação conduzida pelas autoridades competentes confirmou que Daniel Maldini, atleta do Cagliari e herdeiro do legado futebolístico da família Maldini — filho de Paolo e neto de Cesare, ícone da seleção italiana — excedeu amplamente o patamar permitido de 0,5 g/l estabelecido pela legislação italiana para direção, registrando 0,89 g/l em dois testes consecutivos após o colapso ocorrido às 5h15 na região norte da metrópole milanesa; o Porsche Carrera 4, modelo associado a prestígio e potencia, colidiu com um veículo de passeio em área residencial próxima à Via Padova, ferindo levemente seis ocupantes sem gravidade aparente ao socorro imediato prestado pelos equipes de emergência.
O incidente ocorreu menos de 24 horas após a celebração do gol decisivo que garantiu a vitória do Cagliari sobre a Atalanta por 2 a 1 no Campeonato Italiano no sábado (12), quando Maldini converteu cobrança de pênalti em Bérgamo, consolidando seu papel como peça-chave na campanha da equipe; o jogador foi encaminhado ao hospital mais próximo para avaliação médica e recebeu alta no mesmo dia, enquanto exames toxicológicos para detecção de substâncias ilícitas serão concluídos em um prazo entre três e quatro dias, segundo comunicado oficial da polícia local.
A suspensão da carteira de habilitação foi decretada após constatação de 0,89 g/l de álcool no sangue, valor quase duas vezes superior ao limite legal italiano estabelecido em 0,5 g/l.
Repercussão e Desdobramentos Imediatos
O advogado Danilo Buongiorno, responsável pela defesa do jogador, optou por manter silêncio absoluto em relação aos fatos apurados, ausente qualquer manifestação pública que esclarecesse as circunstâncias ou as medidas adotadas por sua assistência jurídica; por sua vez, a federação italiana de futebol ainda não divulgou posicionamento oficial sobre a conduta do atleta fora dos gramados, embora fontes próximas ao entorno do Cagliari tenham indicado que medidas internas estão sendo avaliadas em conjunto com os representantes legais do jogador.
Especialistas em direito administrativo apontam que a infração configura crime hediondo na Itália sob a Lei nº 185/2017 (Lei Severino), sujeita a sanções que incluem multa elevada, suspensão administrativa do direito de dirigir por até dois anos e eventual processo penal se confirmada a imprudência grave ou envolvimento com outras substâncias prejudiciais ao condutor.



