Na manhã de 28 de abril, a Polícia Civil da Bahia deflagrou a O peração Mercador, coordenada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (DEASME), com apoio de órgãos federais e estaduais, para desmantelar uma organização criminosa que movimentava mais de R$ 100 milhões na comercialização irregular de armas de fogo e munições, além de fraudar documentos oficiais para registrar posse ilegal de armamento, com prisões efetuadas no Rio de Janeiro, Bahia e Ceará.
Contexto Institucional e O peracional da Apuração
A operação, deflagrada sob supervisão da investigadora Carolina Figueiredo, resultou na prisão de quatro suspeitos — dois no Rio de Janeiro e dois na Bahia — e cumpriu mais de 25 mandados judiciais em cinco estados, incluindo municípios como Salvador, Lauro de Freitas, Fortaleza, Icapuí e Santa Maria, com alvos vinculados ao Comando Vermelho e à Bonde do Maluco.
As investigações revelaram que o grupo fraudava documentos para obter o Certificado de Registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), utilizando laudos psicológicos falsos, comprovantes de residência e vínculos laborais inexistentes para legitimar a posse de fuzis, carabinas e pistolas de diferentes calibres, que eram posteriormente empregadas em operações de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A quadrilha movimentava mais de R$ 100 milhões por ano na comercialização ilegal de armas e munições, financiando atividades criminosas que atingiam cinco estados brasileiros.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
A Justiça Federal já determinou a prisão preventiva dos investigados, com base em indícios robustos de associação com organizações criminosas estruturadas e uso sistemático de documentos adulterados para fins ilícitos, enquanto o Ministério Público Federal avisa que o caso pode configurar crime qualificado sob as leis 18.538 (armas) e 12.850 (lavagem de dinheiro).
As autoridades ressaltam que a desarticulação da rede deve ocorrer por meio do monitoramento financeiro das empresas fachada identificadas nas movimentações acima de R$ 100 milhões, com possíveis novas diligências emCoordenação com o Denarc e o Dip para mapear laços com redes narcotrafficking.



