Na madrugada de sexta-feira, a Polícia Federal realizou buscas na residência do deputado federal Mário Frias, com o objetivo de apurar o financiamento irregular de campanha eleitoral por meio de recursos desviados de emendas parlamentares destinadas à produtora do documentário Dark Horse, que recebeu centenas de milhões do Banco Master.
Contexto Institucional e Procedimentos da O peração
A operação policial, coordenada pelo ministro Flávio Dino, ocorreu após meses de investigação que revelaram a movimentação de verbas parlamentares para a produção do filme, em claro desvio de recursos destinados a fins eleitorais. A ação visa desmantelar uma rede de financiamento obscuro que contornou a lentidão da fiscalização da Receita Federal e do Banco Central sobre o Banco Master, cujas transações milionárias foram alvo de suspeitas há mais de um ano.
Conforme registros oficiais obtidos pela PF, o deputado Mário Frias teria intermediado o repasse de emendas parlamentares — no valor total estimado em R$ 85 milhões — à empresa responsável pela produção do documentário Dark Horse, uma exaltação ao presidente Jair Bolsonaro que recebeu recursos mesmo após a conclusão da campanha eleitoral de 2022.
Mais de R$ 85 milhões em emendas parlamentares desviadas para a produção do documentário Dark Horse, exaltação a Bolsonaro.
Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos
O ministro Flávio Dino justificou a autorização das buscas e a proibição de viagem ao exterior de Mário Frias com base na necessidade de preservar a integrity do processo investigativo e impedir possíveis fugas ou obfusação de provas diante da proximidade da eleição.
A decisão gerou reação imediata por parte da bancada aliada ao deputado, com críticas ao uso da PF para fins políticos, enquanto a oposição aplaudiu a medida como correção natural do sistema eleitoral brasileiro.



