Durante sabatina da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco) nesta quarta-feira (9/9), o candidato do PSB ao Governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, apresentou proposta para desburocratizar e descentralizar as administrações regionais do DF, transferindo autonomia orçamentária e responsabilidade por reparos básicos aos gestores locais, com o objetivo de agilizar a execução de obras públicas e ampliar o acesso à saúde, em um cenário de crise econômica marcada pelo rombo do Banco de Brasília (BRB).
Contexto Institucional e Estratégia Administrativa da Proposta
A iniciativa de Cappelli visa transformar as administrações regionais em entidades com autonomia real, dotadas de orçamento próprio e competência técnica para execução de reparos mínimos em áreas urbanas, como o caso do parque da Samambaia, onde a dependência da Novacap para pequenas obras é apontada como entrave burocrático. O plano prevê a criação de 10 novas policlínicas, com meta de atender um milhão de pessoas que atualmente enfrentam longas filas em consultas e exames, além da conclusão de hospitais paralisados na fase de planejamento.
Além da saúde, a proposta inclui descentralização da gestão educacional e compartilhada entre secretarias, com o intuito de acelerar processos decisórios. Para Cappelli, a eficiência na execução de obras públicas depende da proximidade entre gestores e fornecedores, defendendo modelos de licitação com prazos definidos e preços justos que beneficiem tanto o setor público quanto as empresas do ramo civil.
O candidato do PSB propõe construir 10 novas policlínicas para eliminar filas que atendem atualmente um milhão de pessoas no Distrito Federal.
Desafios Financeiros e Consequências Jurídicas no Cenário Macro e Institucional
O otimismo de Cappelli sobre a viabilidade administrativa confronta-se com a realidade macroeconômica do DF, ameaçada pelo rombo financeiro do BRB, que deve desviar recursos destinados a obras públicas para honrar dívidas, gerando preocupação quanto à sustentabilidade das propostas anunciadas. Autoridades do Fundo Constitucional do DF alertam que o repasse federal de R$ 28 milhões anuais está comprometido por má gestão e corrupção, colocando em risco a segurança, educação e saúde pública.
Cappelli reage às críticas ao questionamento da Tarifa Zero no transporte público, defendendo investimentos em metrô e consórcios com cidades vizinhas para reduzir o tempo médio de deslocamento a menos de uma hora, enquanto advoga pela manutenção dos subsídios às empresas de ônibus para evitar sobrecarga financeira no setor.



