Na noite da última quinta-feira (29), a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo do maior ataque hacker da história do setor, resultando na retirada de aproximadamente US$ 6,3 bilhões de suas carteiras. O valor supera em quase quatro vezes o recorde anterior, pertencente ao ataque à corretora Bybit em fevereiro de 2025. A investigação inicial indica que os invasores acessaram o sistema através do laptop comprometido de um engenheiro da empresa, com suspeitas iniciais de ligação com um grupo de hackers da Coreia do Norte, embora a autoria ainda não tenha sido confirmada.
A empresa esclarece que a rede do bitcoin não foi comprometida e continua funcionando normalmente; a falha ocorreu na segurança operacional da custódia da corretora. Em resposta, a Binance suspendeu depósitos e saques e se comprometeu a cobrir todas as perdas com recursos próprios, incluindo um fundo de emergência. Cerca de US$ 3 bilhões foram congelados com apoio de parceiros, como emissores de stablecoins, e a expectativa é que os saques sejam retomados até o próximo domingo (1º).
O mercado reagiu com cautela sem pânico imediato, com o bitcoin recuando cerca de 5%, para a região de US$ 76 mil. Analistas apontam que essa queda está mais relacionada à correção observada na Nasdaq e na bolsa americana do que ao ataque hacker em si. Até o momento, não há indícios de problema de solvência na Binance, diferentemente do caso da FTX em 2022, que envolveu fraude e insolvência.

