A Comissão de Planejamento da Capital Nacional aprovou na noite de quinta-feira (5) a construção do arco triunfal planejado por Donald Trump, uma estrutura de 76 metros de altura, por oito votos a quatro. A votação ocorreu após mais de oito horas de depoimentos públicos, durante os quais mais de 120 cidadãos, incluindo muitos veteranos de guerra, pediram que o projeto fosse barrado.
Menos de uma hora depois da aprovação, a juíza federal Tanya Chutkan determinou a suspensão das atividades relacionadas à construção por 14 dias. A magistrada, nomeada por Barack Obama, atendeu a um pedido contido em ação judicial que impede o governo Trump de iniciar, realizar ou efetivar qualquer obra nas proximidades do local previsto.
Opositores classificam o monumento como um projeto de vaidade e afirmam que ele é ilegal por não ter recebido autorização do Congresso, conforme exige a Lei de Obras Comemorativas para novos monumentos em Washington. Eles também apontam impactos negativos na perspectiva visual de marcos como o Memorial de Lincoln, a Arlington House e o Memorial a Robert E. Lee, além da solenidade dos funerais no Cemitério Nacional de Arlington.
O governo Trump havia afirmado que poderia iniciar as obras imediatamente após a votação final e tem pressa para concluir o arco antes da posse de um novo Congresso controlado pelos democratas em janeiro. O Serviço Nacional de Parques admitiu ao tribunal que uma empresa contratada havia feito marcações no local sem autorização e afirmou que interromperia os trabalhos preparatórios.



