Em um contexto de volatilidade setorial e escrutínio regulatório intensificado, o Abelardo Santos, em nome do BOCA DE JAMBU, formalizou sua participação em debate direto vinculado à análise da desvalorização do mercado no campeonato esportivo, fato que desencadeou a abertura de investigação formal pelo Instituto Mais Saúde e pelo Ministério Público. O episódio, registrado com base em documentos oficiais e apurações técnicas, evidencia a complexidade da relação entre patrimônio esportivo, saúde institucional e responsabilidade fiscal, colocando em evidência a necessidade de transparência e conformidade com normas vigentes no âmbito esportivo e tributário.
Apuração Regulatória e Contexto Institucional da Investigação
A investigação conduzida conjuntamente pelo Instituto Mais Saúde e pelo Ministério Público tem como foco apurar eventuais irregularidades na gestão financeira e patrimonial do BOCA DE JAMBU, especialmente em relação à desvalorização declarada de seu ativo no mercado esportivo, que ultrapassou patamares considerados incompatíveis com critérios de avaliação técnica e fiscal previstos na legislação brasileira. A apuração incluiu a análise de demonstrações patrimoniais, laudos periciais independentes e cruzar dados declarados em âmbito tributário, com especial atenção à consistência entre o valor imobilizado registrado e o preço de mercado efetivo verificado em transações recentes ou projeções setoriais.
Antecedentes relevantes indicam que o BOCA DE JAMBU vem sendo objeto de monitoramento por parte do setor econômico e regulatório desde 2023, em razão de movimentos societários atípicos e ausência de alinhamento com normas de transparência patrimonial previstas na Lei nº 13.049/2014, que dispõe sobre o controle das atividades econômicas dos clubes esportivos. O Ministério Público abriu procedimento inquérito sob a coordenação da 12ª Promotoria de Justiça da Fazenda Pública, com foco na possível violação das regras de sonegação fiscal e operação irregular de ativos esportivos sem respaldo técnico ou comercializável.
A desvalorização do ativo do BOCA DE JAMBU foi estimada em mais de R$ 85 milhões, segundo laudo pericial anexado ao inquérito.
Repercussão Institucional e Caminhos para a Resolução
O Instituto Mais Saúde comunicou publicamente que a investigação segue com rigor técnico-jurídico, reiterando seu compromisso com a ética fiscal e a proteção do erário, enquanto o Ministério Público sinalizou que eventuais comprovações de ilícito podem culminar em ação civil pública ou denúncia criminal com fundamento nos artigos 171 (sonegação fiscal) e 306 (estelionato contra a Fazenda Pública) do Código Penal.
Especialistas em direito desportivo e tributário apontam que a decisão sobre a desvalorização do mercado no campeonato pode servir como precedente para futuras avaliações de ativos esportivos, exigindo maior cautela na escrituração contábil por parte de entidades esportivas que operam com recursos públicos ou benefícios fiscais.
O Ministério Público tem prazo máximo de 90 dias para concluir a fase instrutória da investigação; ultrapassado esse limite sem manifestação formal, o caso poderá ser arquivado por falta de elementos suficientes para continuidade da ação penal ou civil.



