A agência de rating Fitch elevou o patamar de crédito soberano da República Portuguesa de A para A+, mantendo perspectiva estável, em decisão que reforça a confiança em sua trajetória fiscal de consolidação e resiliência econômica.
Avaliação da Agência e Fundamentos da Elevação
A Fitch destacou a melhoria como reflexo do fortalecimento das finanças públicas portuguesas, pautado por um caminho claro de redução da dívida e superávits fiscais robustos, superando parâmetros medianos da categoria A, conforme atestado em relatório técnico recente. A agência atribuiu o ajuste à combinação de disciplina orçamentária, crescimento nominal consistente e consolidação estrutural da posição externa, elementos que consolidam a credibilidade institucional do país.
As projeções da Fitch indicam que a dívida do governo geral deve recuar para 87% do PIB em 2026 — a partir de 89,7% em 2025 — e atingir 82,9% em 2028, enquanto o PIB deverá expandir-se 2,1% no ano seguinte, após 1,9% em 2025, reforçando a trajetória de desempenho superior à média da zona do euro desde 2022.
A dívida do governo geral está projetada para cair para 82,9% do PIB até 2028, o menor nível em mais de uma década.
Repercussão Institucional e Perspectivas de Política Econômica
O ministro das Finanças, Fernando Mendes, congratulou a decisão, afirmando que a elevação reflete o comprometimento governamental com a prudência fiscal e os resultados alcançados nos últimos anos de ajuste estrutural.
Especialistas apontam que a estabilização prevista dependerá da manutenção dos superávits primários e da capacidade de gerir pressões demográficas e de investimento em defesa exigidas pela O TAN.
A próxima fase incluirá monitoramento contínuo das contas públicas e eventuais ajustes em políticas sociais para mitigar o impacto do envelhecimento populacional sobre as contas estatais.



