O ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do processo eleitoral no TSE, requereu ao Ministério Público Eleitoral a análise do cumprimento das medidas de isonomia digital pela Meta, concedendo prazo de 24 horas para manifestação formal sobre as práticas de distribuição e veiculação de conteúdos nas plataformas WhatsApp, Instagram e Facebook.
Avaliação Técnica e Contexto da Isonomia Digital
A solicitação formal do magistrado se insere no marco normativo do TSE que exige tratamento paritário das candidaturas em ambiente digital, com base em decisões anteriores que estabeleceram parâmetros para a moderação de conteúdo em horários eleitorais restritos.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva formalizou representação contra a Meta alegando indícios de favorecimento ao candidato Flávio Bolsonaro, suspeita que motivou a intimação da empresa para apresentar, em tempo récord, dados técnicos sobre os mecanismos de curadoria e alocação de alcance orgânico em seus ecossistemas.
A Meta foi intimada a prestar esclarecimentos sobre igualdade de conteúdo no processo eleitoral em prazo máximo de 24 horas.
Repercussão Institucional e Desafios O peracionais
A empresa enfrenta forte pressão institucional após reconhecimento oficial de falhas no Comitê de Supervisão da Meta, que apontou ausência de transparência operacional e controle inadequado sobre fluxo de informação em ambiente político sensível.
A expectativa é que o Ministério Público Eleitoral emita parecer técnico-jurídico vinculativo no prazo estipulado, o que poderá definir o rumo da fiscalização digital nas eleições brasileiras.



