Na terça-feira (29 de novembro), durante o debate transmitido pela TV Liberal entre os candidatos ao Governo do Pará, a deputada federal Hana Ghassan (MDB) questionou o Dr. Daniel Santos (Podemos) acerca de seu vínculo político com Deivite Wener Araújo Galvão, conhecido como Gordo do Aurá, fato que reacendeu investigações policiais de 2018 sobre o político de Ananindeua, sem condenação judicial até o momento.
Contexto Histórico e Apuração da Relação Política
A investigação policial realizada em setembro de 2018 sobre Gordo do Aurá, vinculado ao tráfico de drogas e supostas conexões com organizações criminosas, ocorreu no contexto da campanha eleitoral de 2018, quando Daniel Santos, então vereador do PSDB em Ananindeua e candidato à Assembleia Legislativa do Pará, recebeu apoio declarado de Deivite Wener Araújo Galvão, conforme comprovantes documentais e publicações como o blog As Falas da Pólis.
O embate jornalístico revelou que, embora não tenha respondido diretamente à pergunta sobre o histórico de Gordo do Aurá, o candidato do Podemos redirecionou a discussão para críticas à gestão estadual da concessionária Cosanpa e à qualidade dos serviços públicos de água e esgoto no Pará, evidenciando desconforto com a abordagem sobre sua trajetória política anterior.
Em 2018, enquanto vereador pelo PSDB em Ananindeua, Daniel Santos foi fotografado ao lado de Gordo do Aurá durante campanha que culminou em sua eleição à Assembleia Legislativa do Estado.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O Ministério Público do Estado do Pará confirmou estar ciente das investigações policiais contra Gordo do Aurá de 2018, mantendo sigilo processual enquanto avalia eventuais vínculos com Daniel Santos por meio de laudos periciais e cruzamento de dados eleitorais.
Especialistas em direito eleitoral apontam que a mera aproximação política em 2018 não configura crime penal, mas pode gerar questionamento sobre ética partidária se confirmada relação de favorecimento mútuo em benefícios institucionais ou uso indevido de recursos públicos.
O s próximos passos incluem possível solicitação de esclarecimentos formais por parte da Justiça Eleitoral ou abertura de procedimento preparatório para apuração de abuso de poder político nas eleições de 2024.



