Em 17 de setembro de 2024, a influenciadora digital Thais Carla denunciou publicamente, por meio de postagem nas redes sociais, os novos ataques racistas sofridos por suas duas filhas, reavivando o debate sobre violência racial contra menores em ambientes virtuais e a responsabilidade das plataformas digitais na proteção de crianças contra discurso de ódio.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A investigação jornalística apurou que os incidentes ocorreram após o compartilhamento de conteúdos por terceiros nas redes sociais, nos quais as meninas foram submetidas a comentários depreciativos baseados em estereótipos raciais, com indícios de coordenação entre usuários para amplificar o discurso ofensivo.
O s episódios anteriores, registrados em maio de 2023 e dezembro de 2025, configuraram padrões de assédio digital reiterados, com a ativação da equipe jurídica da influenciadora para coleta de evidências e comunicação ao genitor, demonstrando a recorrência da prática e a urgência de medidas protetivas.
Mais de 200 comentários racistas foram identificados em pelo menos dois episódios anteriores contra as filhas de Thais Carla, segundo apuração da imprensa
Repercussão Jurídica e Estratégias de Proteção
A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro confirmou o recebimento da denúncia e stated que acionará o Ministério Público Infantojuvenil para avaliação da configuração do crime de injúria racial prevista no artigo 138 do Código Penal.
Thais Carla afirmou que manterá o sigilo das identidades das filhas enquanto o caso segue em caráter sigiloso, reforçando que a prioridade é garantir suporte psicossocial e proteção jurídica integral aos menores.



