O inquérito principal no Supremo Tribunal Federal (STF) avança na apuração de suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde para comercialização de derivados de maconha, envolvendo o filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), a lobista Roberta Luchsinger e o ex-diretor da Polícia Federal Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Contexto Institucional e Evidências Documentais da Apuração
Mensagens recuperadas do celular de Roberta Luchsinger, obtidas pela coluna e submetidas à análise forense, revelam sua atuação coordenadora na transferência de recursos financeiros para Fábio Luís Lula da Silva, por meio de intermediários e agências de viagem, em conversas registradas entre 25 de julho e 29 de novembro de 2024.
O s diálogos, que incluem instruções para o motorista Ulisses Barbosa Viana Junior a transportar valores em espécie e coordenar pagamentos via Pix a terceiros, corroboram a participação direta da lobista em operações que pagam comissões e viabilizam passagens internacionais, incluindo uma viagem à Finlândia para assistir ao fenômeno da aurora boreal.
R$ 100 mil depositados por Quesede Ayres Henrique na conta da RL Consultoria em 8/11/2024 em troca de facilitação do embarque de Lulinha para Lisboa.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Investigação
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério Público Federal (MPF) já integraram o caso ao inquérito que analisa indícios de tráfico de influência no MS, com base em relatórios técnicos do STF que apontam negociação entre agentes públicos e privados para favorecer a comercialização de produtos como o CBD.
O Careca do INSS, identificado como sócio operacional da empresa Cannabis World, já havia viajado com Lulinha a Portugal e Espanha, onde o empresário reside desde meados de 2023, reforçando indícios de esquema estruturado de influência e benefícios mútuos.



