Na madrugada de sábado (12), após intensas negociações diplomáticas, o grupo dos Brics alcançou um consenso mínimo sobre o conflito no O riente Médio, culminando na aprovação de um comunicado final na cúpula realizada em Nova Délhi, na Índia, que condenou medidas coercitivas unilaterais contrárias ao direito internacional e destacou o papel ativo do Brasil nas discussões.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
As negociações, conduzidas sob a pressão diplomática dos anfitriões indianos, resultaram em um texto que evitou menções diretas a países específicos, optando por uma formulação genérica que atende às posturas divergentes do Irã e dos Emirados Árabes Unidos, em lados opostos ao conflito.
O comunicado final também reafirmou a urgência humanitária decorrente do colapso energético em Cuba, situação exacerbada pelo embargo norte-americano à venda de petróleo e pelas sanções econômicas que limitam o acesso a suprimentos essenciais para a população cubana.
O grupo dos Brics, que reúne as maiores economias emergentes do planeta, consolidou uma posição unificada que pressiona os EUA e Israel a recalibrar suas políticas no O riente Médio.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A condenação das sanções econômicas contra Cuba e do embargo à venda de petróleo gerou reações imediatas da diplomacia cubana e de O NGs humanitárias, que alertam para ogyro crisis agravada pela escassez de combustíveis e medicamentos.
O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, destacou que o Brasil atuou como mediador chave na inclusão da questão cubana no texto final, reforçando o compromisso do país com soluções multilateralistas no cenário internacional.



