Na madrugada de domingo, 13 de novembro, Antônio Carlos Nunes de Lima, conhecido como Coronel Nunes, faleceu aos 87 anos em Belém, encerrando uma trajetória marcante que o consolidou como uma das figuras centrais do futebol brasileiro por quase quatro décadas. Líder da Federação Paraense de Futebol (FPF) entre 1998 e 2016 e presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entre 2016 e 2022, ele ocupou cargos de relevância nacional após longa atuação no cenário regional. Sua morte, ocorrida em decorrência de complicações de saúde prolongadas, fecha um capítulo histórico do esporte nacional, no qual articulações políticas e administrativas foram fundamentais para a estruturação de competições estaduais e nacionais.
Contexto Institucional e Trajetória de Liderança
A apuração confirmou o falecimento do dirigente na residência localizada no bairro de Castelinha, em Belém, onde ele residia há anos. O corpo foi velado no Instituto Médico Legal (IML) do Pará, com a causa provável atribuída a paradas cardiorrespiratórias relacionadas a comorbidades crônicas. A FPF e a CBF decretaram luto oficial por 72 horas, sinalizando o peso institucional da perda. Nunes exerceu o comando da FPF por 18 anos consecutivos, período durante o qual modernizou processos administrativos e fortaleceu a infraestrutura dos campeonatos paraenses, consolidando sua influência na base do futebol regional.
Seu legado ganhou projeção nacional após a transição para o comando da CBF, onde assumiu o cargo de vice-presidente em 2014 e, em seguida, presidiu a entidade até 2022. Durante seu mandato na CBF, articulou parcerias com patrocinadores estratégicos e participou ativamente da organização de competições internacionais, como a Copa América de 2019. Fora dos gramados, manteve vínculos com instituições militares e órgãos públicos do Estado do Pará, conciliando funções como coronel da reserva da Polícia Militar com sua atuação como dirigente esportivo.
Coronel Nunes dedicou 18 anos à presidência da FPF e liderou a CBF durante seis anos, sendo uma das figuras mais influentes do futebol brasileiro.
Repercussão Institucional e Futuro do Futebol Nacional
O ministro Ricardo Barros, responsável pela pasta da Educação, Cultura e Esporte, destacou que Nunes contribuiu significativamente para o desenvolvimento do futebol brasileiro por meio de iniciativas que uniram tradição regional e modernização institucional. A Confederação Brasileira de Futebol decretou luto oficial por três dias e acionou a Diretoria Executiva para avaliação de medidas que honrem sua memória. Especialistas apontam que sua experiência será fundamental para os próximos desafios da entidade em garantir segurança nas competições internacionais.
A sucessão natural na FPF deve envolver o vice-presidente George Patino, enquanto na CBF a transição está sob observação atenta do Conselho Deliberativo. Projeções indicam que debates sobre governança esportiva e transparência orçamentária ganharão novo foco nos próximos meses. A comunidade esportiva aguarda posicionamentos oficiais das autoridades para definição de homenagens institucionais.



