Gláucia Albuquerque Brasil, reconduzida provisoriamente pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) à administração judicial da massa falida de José Pupin e Vera Lúcia Camargo Pupin, enfrenta intensificada fiscalização sob regime extraordinário e a abertura de procedimento específico para apurar alegações de credores sobre repasses ocultos de aproximadamente R$ 6,9 milhões e pagamentos excessivos de cerca de R$ 5,63 milhões, conforme decisão do juiz Raul Lara Leite da 1ª Vara de Campo Verde que também anulou edital por irregularidade e determinou submissão prévia de atos relevantes ao advogado da massa falida, Décio José Tessaro.
Apuração Judicial e Questionamentos Patrimoniais
O juiz Raul Lara Leite determinou a instauração de procedimento apartado para investigar as acusações da Vallus Agrícola, que denuncia repasses ocultos de aproximadamente R$ 6,9 milhões e alega excesso de cerca de R$ 5,63 milhões em pagamentos realizados por empresa familiar dos devedores, enquanto a Max Securitizadora requer a destituição da administradora, o arresto de bens e a remessa de informações às esferas penal e correccional; a New Distressed FIDC e a Global Trade também apresentam denúncias envolvendo suposta coação, tentativa extrajudicial de violação de sigilo financeiro e irregularidades contratuais, configurando um cenário de multiplicidade de credores e grande impacto econômico no processo falimentar.
Antecedentemente à atual fase investigativa, Gláucia Albuquerque Brasil acompanhou praticamente toda a recuperação judicial do Grupo Pupin, iniciada em 2015 e convertida em falência em 2026 após anos de disputas entre credores e ajustes no plano de pagamento, o que reforça a complexidade institucional e a necessidade de transparência rigorosa sob o controle prévio do advogado da massa falida.
Mais de R$ 12,5 milhões em valores envolvidos em alegações de repasses ocultos e pagamentos excessivos que motivam apurações judiciais sobre a atuação da administradora judicial.
Repercussão Legal e Desdobramentos Imediatos
A decisão do magistrado exige controle rigoroso sobre movimentações patrimoniais, contratos, alienações, levantamentos financeiros e contratações, sob pena de nulidade, com todos os atos relevantes dependendo de parecer prévio e fundamentado do advogado Décio José Tessaro; o Ministério Público foi acionado para avaliar providências dentro da legislação falimentar, diante da gravidade objetiva das ocorrências narradas pelos credores.
O s próximos passos incluem a conclusão da investigação apartada contra Gláucia Albuquerque Brasil, eventual aplicação de sanções administrativas ou criminais conforme comprovação das irregularidades, além da retomada dos processos de liquiditação da massa falida com maior transparência técnica.



