A 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realiza-se entre 24 e 28 de agosto de 2026, com a coleta efetuada em 342 pontos distribuídos nacionalmente, incluindo unidades da Polícia Científica do Pará, onde o procedimento é coordenado pela instituição localizada na Avenida Mangueirão, nº 174, no bairro homônimo, das 8h às 17h. A iniciativa permite que parentes de desaparecidos contribuam com amostras biológicas para a comparação com perfis genéticos cadastrados nos bancos estaduais e no Banco Nacional, visando identificar indivíduos encontrados vivos ou corpos não identificados. Até o momento, mais de 10 mil perfis familiares estão cadastrados, enquanto o banco total ultrapassa 14 mil perfis desde 2021.
Contexto Estratégico e Evolução do Banco Nacional de Perfis Genéticos
A mobilização, que conta com suporte logístico da Polícia Científica do Estado do Pará e demais unidades federativas, insere-se em um marco institucional consolidado desde 2013 com a criação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), cujo cruzamento sistemático entre familiares de desaparecidos e registros não identificados já resultou em 815 identificações até julho de 2026. Somente nas mobilizações nacionais anteriores — realizadas em 2021,2024 e 2025 — foram contabiladas 112 identificações individuais, demonstrando a eficácia crescente do mecanismo. A ampliação do banco de dados, que passou de aproximadamente 3 mil para mais de 14 mil perfis entre 2021 e 2026, reflete investimentos contínuos em tecnologia forense e na ampliação da participação social.
Além da coleta presencial em pontos oficiais, a RIBPG incentiva o cadastro remoto por meio de plataformas digitais seguras, garantindo que famílias em regiões remotas ou em situação de vulnerabilidade possam contribuir sem barreiras geográficas. A participação é aberta a qualquer parente consanguíneo ou afinado reconhecido legalmente, desde que apresentem documento com foto e dados atualizados do Boletim de O corrência (BO), com a opção de repetir o procedimento caso já tenham realizado coleta anteriormente.
Mais de 10 mil perfis familiares cadastrados até julho de 2026 contribuem para a busca ativa de desaparecidos em âmbito nacional.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
O Ministério da Justiça e Segurança Pública reforça que a participação é gratuita, indolor e realizada com cotonete na mucosa bucal, bastando apresentar documento com foto e o BO do desaparecimento; quem já realizou a coleta não precisa se reapresentar. Autoridades destacam que os resultados obtidos fortalecem não apenas processos judiciais em andamento, mas também políticas públicas voltadas à prevenção e resolução de desaparecimentos forenses.
Com o aumento contínuo do banco genético e a proximidade dos prazos regulatórios previstos na Lei nº 13.475/2017 – que dispõe sobre o uso de material genético em investigações policiais –, espera-se que as próximas mobilizações ampliem ainda mais a taxa de identificação, consolidando o DNA como ferramenta estratégica na luta contra o desaparecimento forense no país.



