Entre 2027 e 2033, a substituição gradual dos tributos PIS e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do IPI pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) representará a maior transformação do sistema tributário brasileiro desde a Constituição de 1988, conforme previsto no texto da Reforma Tributária, com 48% das empresas ainda sem plano estruturado para a transição, segundo pesquisa da Fiesp divulgada em agosto de 2026.
Diagnóstico da Preparação Empresarial para a Nova Tributação
A pesquisa da Fiesp revela que quase metade das empresas brasileiras ainda não iniciou ações concretas para se adequar à Reforma Tributária, sinalizando um risco estrutural de desalinhamento entre as mudanças normativas e a realidade operacional das organizações, especialmente as de pequeno e médio porte, que enfrentam limitações de recursos e especialização técnica.
O especialista Rodrigo Barbeti, CEO do Grupo BLB, ressalta que a transição exige uma abordagem integrada entre áreas como finanças, comercial, jurídico e tecnologia, já que os efeitos fiscais se traduzem em impactos diretos nos custos operacionais, formação de preços, rentabilidade e fluxo de caixa, demandando uma reestruturação sistêmica além da simples atualização de processos contábeis.
48% das empresas ainda não iniciaram ações estruturadas para se preparar para a transição da Reforma Tributária, segundo pesquisa da Fiesp em agosto de 2026
Repercussão Estratégica e Desafios O peracionais
Barbeti destaca que o split payment, mecanismo que direciona automaticamente o recolhimento do IBS e da CBS ao Fisco durante transações comerciais, reconfigura a disponibilidade de caixa das empresas, exigindo revisão imediata do planejamento financeiro e maior atenção ao capital de giro para garantir a continuidade das operações diante da redução imediata de recursos líquidos.
Especialistas apontam que a ausência de preparo estratégico pode gerar distorções na formação de preços, erosão de margens e dependência excessiva de crédito antecipado, tornando essencial o diagnóstico precoce das áreas mais vulneráveis à nova sistemática tributária.



