A ação foi apresentada nesta quinta-feira (29) ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo, por sete procuradores do Trabalho. O MPT pede que a empresa retire esse tipo de conteúdo das três redes sociais no prazo máximo de 24 horas. O objetivo é atingir publicações que orientem empresários a investigar a atividade de funcionários nas redes sociais, expor trabalhadores, negar contratações ou promover demissões por causa de suas opiniões e escolhas eleitorais.
Os procuradores apontam que a circulação desse material ganhou força após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições. Segundo o MPT, perfis passaram a estimular empregadores a procurar sinais de apoio ao presidente entre funcionários para usar essas manifestações como justificativa para punições profissionais. A ação questiona ainda o funcionamento dos mecanismos de recomendação das plataformas, como a aba Explorar e os vídeos sugeridos, que podem ampliar a circulação de conteúdos discriminatórios.
Embora o pedido seja urgente, a audiência inicial do processo foi marcada para 29 de março de 2027, na 77ª Vara do Trabalho de São Paulo. A Meta informou à Agência Brasil que não comentaria o caso.



