O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) o relatório parcial da Polícia Federal (PF) que indiciou 15 pessoas por suspeitas de fraudes bilionárias em operações financeiras entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A decisão foi assinada na noite desta quarta-feira (4/11) e estabelece um prazo de 15 dias para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifeste sobre as providências e os pedidos solicitados pelos investigados.
A investigação, parte da Operação Compliance zero, apura a liquidação de carteiras de crédito sem lastro entre as duas instituições. Segundo a PF, controladores, diretores, operadores e advogados teriam cometido crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa na negociação de R$ 12,2 bilhões em créditos considerados fictícios. Entre os indiciados estão Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master; o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa; e outras 13 pessoas.
A PF apontou que Daniel Vorcaro seria o líder da organização criminosa, sendo responsável pela centralização das decisões relacionadas à produção, aquisição e cessão das carteiras de crédito utilizadas para captação de recursos. Apesar dos indiciamentos realizados em 28 de outubro, os investigadores solicitaram mais tempo para concluir diligências pendentes, como perícias e análises sobre a movimentação de recursos financeiros.
O objetivo das diligências adicionais é aprofundar as investigações para verificar a materialidade dos fatos, reconstruir os fluxos financeiros e individualizar as condutas dos envolvidos. O relatório parcial foi encaminhado para que a PGR avalie os próximos passos do processo enquanto as análises técnicas continuam em andamento.



