O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em 8 de outubro que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) vende uma ilusão ao mercado financeiro ao pretender adotar no Brasil o modelo econômico adotado pelo presidente da Argentina, Javier Milei, enquanto critica a ausência de propostas concretas de ajuste fiscal e aponta que, durante o governo Jair Bolsonaro, não foram implementadas medidas estruturais para equilibrar as contas públicas, limitando-se a adiamentos de pagamentos e aumento do déficit.
Contexto Institucional e Antecedentes Econômicos da Crítica
Durigan, que atua como porta-voz econômico da campanha de Lula (PT), destacou que a estratégia de Flávio Bolsonaro carece de diagnósticos precisos sobre a realidade fiscal brasileira, optando por transferir para o mercado a responsabilidade de validar medidas que, segundo ele, não passam de promessas genéricas.
O ministro relembrou que, sob o governo Bolsonaro, o ajuste fiscal foi substituído por calotes em precatórios e aumento do déficit público, enquanto o crescimento econômico permaneceu abaixo das metas necessárias para conter a trajetória da dívida soberba.
Flávio Bolsonaro pretende adotar o modelo Milei sem propor ajustes reais, segundo Durigan.
Repercussão Técnica e Desafios da Agenda Fiscal
Durigan alertou que a adoção do modelo argentino, marcado por cortes drásticos sem compensação fiscal, ameaça a estabilidade macroeconômica brasileira, especialmente num cenário de juros altos e necessidade de superávit primário.
Especialistas apontam que a ausência de plano claro para reforma tributária ou controle de gastos compromete a credibilidade institucional e pode acionar pressões sobre os mercados financeiros internacionais.



