Em transmissão ao vivo realizada no Instagram em 6 de setembro de 2024, o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL) relembrou os 8 anos da facada sofrida pelo pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018, durante ato político em Juiz de Fora, em Minas Gerais, no contexto iminente da convocação de uma vigília para o 7 de Setembro e da subsequente solicitação de prisão do ex-mandatário pela Polícia Federal.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A apuração jornalística constatou que a transmissão digital ocorreu exatamente oito anos após o atentado ocorrido em 6 de setembro de 2018, quando Jair Bolsonaro, então presidente em exercício, recebeu uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora, MG, fato que gerou profunda crise institucional e alterou o rumo das relações entre Poderes na sociedade brasileira; segundo registros da Polícia Federal, a investigação que culminou na condenação do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de reclusão identificou envolvimento de grupo armado com histórico de conexões militares e políticas, enquanto Flávio Bolsonaro, agora senador reeleito pelo Rio de Janeiro, utilizou sua plataforma digital para articular resistência institucional à decisão judicial e pressionar pela suspensão das medidas cautelares aplicadas ao pai.
Nos dias atuais, o senador convoca bancadas parlamentares do Partido Liberal para debater o que classifica como crise institucional provocada pela manutenção da condenação contra Jair Bolsonaro e defende publicamente o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal, sob argumento de parcialidade na condução das investigações e na aplicação das sanções legais.
A convocação da vigília para o 7 de Setembro e a defesa do impeachment de Alexandre de Moraes representam a estratégia política mais ousada do bolsonarismo desde a eleição de 2022.
Repercussão Jurídica e Próximos Desdobramentos
A solicitação formal de prisão domiciliar por violação do regime semiaberto instaurada pela Polícia Federal baseia-se em alegações de violação das condições impostas pelo Judiciário, já que a vigília organizada por Flávio Bolsonaro no dia 7 poderá configurar ato de incitação ao crime segundo análise preliminar do Ministério Público Federal; paralelamente, o ministro Alexandre de Moraes tem reforçado sua posição institucional afirmando que as críticas ao seu trabalho constituem tentativa de intimidação indevida ao Poder Judiciário.
O desenrolar dos fatos deve culminar em audiência de custódia marcada para meados de outubro, com possibilidade de prorrogação da prisão domiciliar ou revogação das medidas caso novas evidências sejam apresentadas pela defesa; enquanto isso, a mobilização na Avenida Paulista em São Paulo prevista para as 15h do dia 7 busca consolidar apoio popular e pressionar autoridades legislativas a adotarem postura mais incisiva contra decisões consideradas desproporcionais pelo bloco bolsonarista.



