Em 2026, a Águas do Rio promoveu a demissão de 1.176 trabalhadores por empresas terceirizadas que prestam serviços à concessionária, concentrando os cortes sobretudo na função de agente, conforme constatação de registros internos e apurações junto ao Sintsama-RJ, que já requisitou esclarecimentos formais da direção da empresa.
Contexto Institucional e Histórico da Reestruturação O peracional
A Apuração realizada pela reportagem constatou que os desligamentos ocorreram em múltiplas frentes operacionais, abrangendo as empresas Rio Service, 3R, Ecomix e Usimeta, cujas atividades incluem suporte logístico, operacional e técnico às atividades-fim da concessionária, sendo que a maior incidência dos afastamentos foi registrada na categoria de agente, cargo estratégico para a operação contínua dos serviços públicos de água e esgoto.
Antecedentes indicam que essa onda de despedimentos se insere no quadro mais amplo de reestruturação organizacional vivida pela Águas do Rio desde 2025, movimento este motivado pela necessidade de otimização de custos e realinhamento de processos internos em face de desafios estruturais como a modernização da infraestrutura e a adequação à nova regulação tarifária estabelecida pelo Conselho Nacional de Águas e Saneamento.
A empresa terceirizada responsável pela maior parte dos desligamentos deve prestar esclarecimentos formais sobre o impacto das demissões na continuidade dos serviços essenciais à população.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (Sintsama-RJ), por meio de seu presidente Vítor Duque, manifestou preocupação com a ausência de comunicação prévia aos trabalhadores e cobra da direção da Águas do Rio a apresentação detalhada das justificativas para os cortes, alertando que a falta de transparência pode violar direitos constitucionais garantidos na Constituição Federal e na Lei 8.036/90.
Diante do cenário, o sindicato orienta os trabalhadores demitidos a buscarem apoio jurídico e administrativo para assegurar a regularidade dos processos de rescisão, enquanto a empresa, em nota oficial, reiterou que as demissões obedecem a um plano de reestruturação legítimo e em conformidade com as normas trabalhistas vigentes.



