No domingo (6), durante operação das forças de segurança estaduais em Ananindeua, o candidato ao governo do Pará Dr. Daniel Santos (Podemos) repudiou o tratamento dispensado a apoiadores de sua campanha que participavam de uma carreata abastecendo veículos em um posto de combustíveis, após serem submetidos a empurrões, uso de spray de pimenta e detenções.
Contexto da O peração Policial e Contexto Eleitoral
A ação policial, conduzida por unidades da Polícia Civil do Estado do Pará em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública, teve como foco dispersar uma manifestação de apoio à candidatura do médico, ocorrendo entre as 15h e 18h30 no Posto Euroeste, na rodoviária de acesso à BR-316, quando os participantes abasteciam veículos para integrar a carreata rumo à Belém.
O episódio se insere no calendário eleitoral regional, em meio à intensificação das mobilizações de base do candidato, que busca consolidar apoio em áreas periféricas do Grande Belém, embora tenha gerado tensão com as autoridades locais por conta da abordagem considerada desproporcional por setores da sociedade civil.
O candidato afirmou que os apoiadores 'não podem ser tratados como bandidos', diante de 27 detenções registradas durante a operação.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A Defensoria Pública do Estado do Pará acionou imediatamente o Ministério Público para apurar possível violação aos direitos fundamentais dos detidos, enquanto o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado federal André Moura (União), condenou publicamente o uso de spray de pimenta em contexto civil.
O advogado eleitoral Dr. Rafael Almeida, responsável pela defesa dos detidos, informou que as medidas cabíveis serão ajuizadas com base na Lei nº 13.303/2016 (Estatuto da Criança e do Adolescente aplicado subsidiariamente a adultos em contexto similar) e que eventuais responsabilidades disciplinares recairão sobre os agentes envolvidos.
Não podemos permitir que quem apoia a nossa candidatura seja humilhado ou tratado como criminoso; o respeito à democracia passa pela dignidade de todos.}



