Na quinta-feira (10/9), a Polícia Federal deflagrou operação contra Karina da Gama, produtora do filme Dark Horse, que nega qualquer irregularidade e rejeita a delação premiada, enquanto o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro denunciou publicamente a conduta da PF como abuso de poder, associando a investigação a um suposto esquema de 'cortina de fumaça' envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e sua família.
Investigação Policial e Denúncias de Abuso de Poder
A operação da Polícia Federal na quinta-feira (10/9) teve como alvo a produtora Karina da Gama, proprietária do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), ambas investigadas no âmbito do inquérito que apura o financiamento do filme Dark Horse, produção vinculada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo registros oficiais da corporação, a ação ocorreu em sequência à análise de movimentações financeiras suspeitas e à apreensão de documentos que apontavam para possíveis vínculos com agentes públicos por meio de contratos milionários e uso indevido de cartões de crédito.
A denúncia feita por Eduardo Bolsonaro, por meio de publicação no X, classificou a conduta da PF como 'abuso de poder' praticado por uma 'quadrilha' que teria como objetivo principal criar uma 'cortina de fumaça' para proteger o ministro Alexandre de Moraes e sua família, ao mesmo tempo em que alegava a existência de contratos firmados com a esposa do magistrado e cartões adicionais no valor de R$ 300 mil para cada um dos filhos do ministro.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro acusou a Polícia Federal de praticar abuso de poder em uma operação que investiga Karina da Gama, produtora do filme Dark Horse.
Repercussão O ficiais e Desdobramentos Jurídicos
Em resposta à denúncia, o Ministério Público Federal e a Corregedoria da Polícia Federal afastaram as acusações de parcialidade, afirmando que a operação foi conduzida dentro dos parâmetros legais estabelecidos pelo Código de Processo Penal e que não há indícios de motivação política ou pressão institucional sobre a investigada. Karina da Gama reiterou, por sua vez, que não possui informações a revelar e defendeu seu direito à ampla defesa, ressaltando que as alegações são infundadas e baseadas em especulações.
Especialistas em direito administrativo apontam que, se confirmados os fatos apontados por Eduardo Bolsonaro — como contratos milionários com a esposa do ministro e uso indevido de cartões corporativos — podem configurar crimes como peculato ou abuso de poder, sujeitos a sanções que vão desde a perda do cargo até a instauração de processo disciplinar no âmbito do Poder Judiciário.



