Os governos estaduais aprovaram em 27 de outubro um reajuste do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha a partir de 1º de fevereiro de 2027. A decisão foi tomada durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), colegiado do Ministério da Fazenda que reúne os 26 estados e o Distrito Federal.
Em vídeo publicado no Instagram, Boulos afirmou que o aumento do imposto estadual sobre o diesel encarecerá o combustível para caminhoneiros e elevará os preços dos alimentos nos supermercados devido ao transporte rodoviário. O ministro criticou a postura do governador após o período eleitoral.
O Palácio dos Bandeirantes respondeu por meio de nota classificando as declarações como "lamentáveis" e acusando Boulos de distorcer fatos para atacar adversários. O governo de São Paulo destacou que a ratificação dos convênios foi aprovada por unanimidade, incluindo estados governados pelo PT.
Boulos rebateu nas redes sociais, afirmando que não há mudança em relação à incoerência de Tarcísio com seu discurso de campanha. O ministro apontou que o governador passou meses atacando o presidente Lula sobre impostos e se posicionou a favor do aumento no Confaz poucos dias depois da eleição.
Na íntegra da nota, Tarcísio defendeu que São Paulo manteve sua alíquota modal de ICMS em 18% nos últimos quatro anos, uma das menores do país, enquanto estados governados pelo PT elevaram suas alíquotas. O governador citou exemplos como Piauí (22,5%), Bahia (20,5%) e Ceará (20%).
Com a mudança, o ICMS sobre a gasolina passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, aumento de R$ 0,07 ou 4,5%. No caso do diesel, a alíquota subirá de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, alta de R$ 0,13 ou 11,1%. O gás de cozinha terá reajuste de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
Os novos valores foram estabelecidos pelos convênios ICMS 127/2026 e 128/2026, publicados no Diário Oficial da União em 28 de outubro.



