Às 10h40, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, atingiu 204.076,90 pontos, registrando queda acumulada de 1,18% em relação ao fechamento da sessão anterior, enquanto o dólar comercial operava em alta para R$ 5,06, em um cenário marcado pela expectativa do levantamento eleitoral do Datafolha e pela aprovação da PEC que extingue a escala 6×1 do trabalho no Senado Federal.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A Bolsa de Valores encerrou na quarta-feira (14/10) com 206.505,98 pontos, recuando 0,18%, após um dia de negociações estável; no entanto, na quinta-feira (15/10), o mercado iniciou a sessão com queda de 0,54%, atingindo 205.388,94 pontos às 10h05, sob a pressão combinada de indicadores macroeconômicos internacionais e movimentos internos no ambiente político-eleitoral.
A expectativa central para o dia gira em torno da divulgação do levantamento do Datafolha sobre as intenções de voto para o segundo turno da campanha presidencial, previsto para o início da noite, enquanto a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado da PEC que elimina a escala 6×1 do trabalho – sob pena de redução drástica da jornada semanal à jornada intensiva – consolidou um marco legislativo que impacta diretamente setores produtivos e a percepção de estabilidade institucional.
O Ibovespa recuou 1,18% em uma única sessão, apagando ganhos acumulados desde o início do mês e pressionando o dólar acima de R$ 5,06 com sinalização de volatilidade persistente.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O presidente do Senado Federal, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que a PEC segue o trâmite constitucional previsto e que a votação em plenário ocorrerá nos próximos dias, reforçando que a medida visa modernizar relações trabalhistas sem prejuízo aos direitos fundamentais dos trabalhadores.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, não se manifestou publicamente sobre a PEC até o momento, enquanto os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), com 46% e 44% respectivamente nas últimas medições do Datafolha, mantêm posição de equilíbrio no embate eleitoral que pode definir o rumo das políticas econômicas e sociais nos próximos anos.



