Na manhã de sexta-feira, 4 de setembro de 2020, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), deu início à ocupação oficial do Centro Administrativo do Distrito Federal (CADF), conhecido como Centrad, edifício de 12 anos de construção que até então abrigava parcialmente serviços públicos da capital, com 30% de sua área efetivamente utilizada desde sua conclusão em 2014, após uma trajetória marcada por litígios contratuais e atrasos na entrega da obra.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A governadora Celina Leão formalizou o início da ocupação do Centrad durante cerimônia de assinatura do termo de ocupação no próprio prédio, destacando que a medida visa gerar economia anual de R$ 168 milhões aos cofres públicos, recurso que será redirecionado para políticas setoriais como saúde e desenvolvimento regional, além de impulsionar a dinamização econômica das cidades vizinhas de Taguatinga, Samambaia e Ceilândia.
O projeto do Centro Administrativo do Distrito Federal foi entregue em 2014, porém permaneceu subutilizado devido a impasses jurídicos envolvendo responsabilidade por custos excedentes da obra, inadimplência de pagamentos ao construtor e disputas sobre a adequação funcional dos espaços, o que culminou na decisão de ocupação parcial por fases, inicialmente com seis secretarias – entre elas O bras, Desenvolvimento Urbano e Habitação e Casa Civil – utilizando infraestrutura já disponível sem aquisição de novos mobiliários, conforme destacado pela gestora.
A expectativa é que a ocupação do Centrad gere economia anual de R$ 168 milhões aos cofres públicos, recursos que serão direcionados a políticas setoriais prioritárias
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A governadora destacou que a ocupação parcial, viabilizada pela obtenção do 'Habite-se' e com impacto controlado no transporte público, representa um marco na gestão administrativa do DF, já que nenhuma gestão anterior conseguiu concluir integralmente o uso do complexo.
Entidades jurídicas e órgãos de controle ainda avaliam os desdobramentos contratuais da obra, enquanto a população aguarda a transferência definitiva dos serviços públicos para o novo centro, cujo cronograma final ainda depende da conclusão das obras complementares em andamento.



