Na transição entre setembro e outubro, a Aneel reajusta as projeções tarifárias para 2026, com efeito médio estimado em 9,4%, enquanto o Custo Marginal de O peração (CMO) varia entre R$ 42,43 por MWh nas regiões Sudeste/Centro-O este, Sul e Nordeste e atinge a expressiva marca de R$ 461,46 no Norte, onde apenas 7% da demanda é suprida por geração térmica economicamente viável.
Contexto Institucional e O peracional das Projeções Tarifárias e do Custo Marginal de O peração
A atualização das projeções da Aneel, divulgada em setembro, eleva o efeito tarifário médio previsto para 2026 de 8,6% para 9,4%, superando o IPCA de 5% registrado no boletim setorial; esse acréscimo reflete a incorporação de recursos oriundos da repactuação do Uso de Bem Público das hidrelétricas, mecanismo adotado para amortecer impactos regionais no Norte e Nordeste, além da variação na disponibilidade hídrica e na competitividade das fontes de geração.
O Custo Marginal de O peração para a semana de 26 de setembro a 2 de outubro foi estimado em R$ 42,43 por MWh nas regiões Sudeste/Centro-O este, Sul e Nordeste, enquanto no Norte o valor atinge R$ 461,46 devido à limitada capacidade instalada — apenas 507 MW médios de geração térmica acionada economicamente, representando cerca de 7% da demanda total prevista para o período.
O Custo Marginal de O peração no Norte atinge R$ 461,46 por MWh em uma semana em que apenas 7% da demanda é atendida por geração térmica economicamente viável.
Repercussão Técnica e Estratégica das Condições Hídricas e da Expansão Renovável
O Programa Mensal da O peração do O NS indica que as afluências hídricas para outubro serão de 193% da média histórica no Sul e de 105% no Sudeste/Centro-O este, mas os reservatórios do Sudeste/Centro-O este mantêm armazenamento acima de 55%, com queda projetada para 55,6% até o final do mês, evidenciando cautela técnica diante da variabilidade climática.
A presença crescente de geração solar distribuída e eólica centralizada introduz novos desafios operacionais: enquanto a energia solar reduz a carga líquida em horários específicos, a sobreprodução em períodos de alta insolação exige gestão de excedentes por parte do O NS, conforme registrado nos planos de gestão acionados em junho e agosto de 2026.



