A Justiça da Austrália rejeitou, nesta sexta-feira (30/10), o recurso de Erin Patterson, condenada pelo assassinato de três familiares do ex-marido em um caso internacionalmente conhecido como "assassinato dos cogumelos". O Tribunal de Apelação do estado de Victoria manteve as condenações e determinou que ela cumpra prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Erin foi condenada por matar os ex-sogros Don e Gail Patterson e a tia do ex-marido, Heather Wilkinson, além de ser considerada culpada pela tentativa de assassinato de Ian Wilkinson, marido de Heather, que sobreviveu ao envenenamento.
O crime ocorreu em julho de 2023, quando a australiana ofereceu um almoço em sua casa, na cidade de Leongatha. O prato principal era um beef Wellington que continha cogumelos venenosos da espécie Amanita phalloides, conhecida como chapéu-da-morte. Após a refeição, Don, Gail e Heather morreram em decorrência de falência de órgãos, enquanto Ian precisou de internação hospitalar e sobreviveu.
Na decisão desta sexta-feira, um colegiado de três juízes da Corte de Apelação de Victoria rejeitou os argumentos apresentados pela defesa e considerou que as circunstâncias do crime eram graves demais para permitir qualquer possibilidade de liberdade condicional. O juiz Stephen McLeish afirmou que os assassinatos foram cuidadosamente planejados e executados de maneira deliberada, envolvendo uma sequência elaborada de mentiras e enganos.



