Cerca de 36 trabalhadores terceirizados responsáveis pela limpeza das instalações do Metrô-DF permanecem sem receber o salário referente ao mês de setembro, diante de atrasos recorrentes que se arrastam desde dezembro de 2025, com o caso oficialmente investigado pelo Ministério Público do Trabalho a partir de 12 de agosto, após manifestação formal apresentada pelo advogado Renato Mourão em nome de um dos empregados.
Contexto Institucional e Histórico da Irregularidade Laboral
A investigação conduzida pela Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região abrange contratos de prestação de serviços terceirizados firmados com o Metrô-DF, com especial foco na CRA Construções e Comércio EIRELI, responsável pela limpeza de trens, viaturas e áreas operacionais do Pátio Águas Claras desde 26 de dezembro de 2025, data em que assumiu o convênio sob escrutínio regulatório.
O s trabalhadores, que recebem valor bruto mensal equivalente a R$ 1.860, enfrentam atrasos no pagamento do salário, FGTS e 13º salário, com o período de inadimplência variando entre sete e dez dias em alguns meses, configurando violação aos direitos trabalhistas previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Atrasos no pagamento do salário bruto de R$ 1.860 comprometem a subsistência de 36 famílias, com indícios de irregularidades contratuais na prestação de serviços ao Metrô-DF.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Mitigação
O Ministério Público do Trabalho mantém postura técnica ao apurar possíveis infrações na contratação terceirizada, com foco na responsabilidade solidária do ente público e da empresa contratada, enquanto a CRA Construções e Comércio EIRELI ainda não prestou esclarecimentos formais sobre a origem dos atrasos ou cronograma definitivo de regularização.
Diante da continuidade dos inaditamentos e da pressão sindical, o GDF e o Metrô-DF reiteram a adoção de medidas corretivas emergenciais para garantir o pagamento imediato dos valores devidos, sob pena de sanções administrativas e anulação do contrato em caso de descumprimento.



