A pesquisa Quaest, encomendada pela TV e registrada no TSE sob o protocolo RJ-03032/2026, revelou nesta sábado (3/10) que o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) lidera com 49% dos votos válidos para o governo do Rio de Janeiro, enquanto Douglas Ruas (PL) aparece com 40% e Garotinho (Republicanos), 6%, em cenário que exclui votos em branco e nulos, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Contexto Eleitoral e Regime Jurídico da Apuração
O levantamento, realizado entre os dias 2 e 3 de outubro com amostragem de 3.204 eleitores de 16 anos ou mais em 16 municípios fluminenses, analisou dois cenários distintos: um com o nome completo de Anthony Garotinyho — cuja candidatura foi indeferida pelo TRE-RJ — e outro sem a referência ao candidato, cujos números foram consolidados para efeito de projeção no primeiro turno. A precisão técnica do estudo, com intervalo de confiança de 95%, reforça a relevância do dado ao indicar que Paes está tecnicamente empatado com a possibilidade de superar a marca de 50% necessária para a vitória no primeiro turno, caso a soma dos votos válidos seja considerada.
Antecedentes políticos e institucionais também configuram o cenário: o TSE mantém a decisão sobre Garotinho em aberto após recurso ao Tribunal Superior Eleitoral, enquanto o ex-prefeito Lula realiza último ato de campanha no estado em apoio ao segundo turno, evidenciando a polarização entre os blocos tradicionais e os candidatos emergentes.
Eduardo Paes lidera com 49% dos votos válidos para o governo do Rio de Janeiro em pesquisa Quaest com margem de erro de dois pontos percentuais.
Repercussão Política e Desdobramentos Imediatos
A publicação da pesquisa gera reações imediatas entre os pré-candidatos: Douglas Ruas afirmou, por meio de nota oficial, que os números refletem a 'vontade popular' e que seu movimento deve intensificar as atividades presenciais nas zonas norte e oeste fluminenses nos próximos dias; por sua vez, a assessoria de Garotinho declarou que aguarda 'decisão soberana do TSE' sem prejuízo do direito à candidatura, sinalizando possível entrada na disputa caso o recurso seja negado.
O s próximos passos incluem a officialização da convenção nacional do PSD para Paes como candidato ao segundo turno, bem como a definição da estratégia de aliança entre os partidos de centro-direita visando consolidar uma chapa competitiva contra o front da esquerda liderada por Lula.



