A 12ª e 13ª Cúpula de Líderes do bloco Brics, reunindo representantes dos cinco países fundadores mais Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, acontecerá nos dias 12 e 13 de setembro em Nova Déli, capital indiana que assumiu a presidência rotativa do grupo no início de 2024, após uma série de cerca de 400 reuniões preparatórias realizadas nos meses anteriores, conforme informou o embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia.
Contexto Institucional e Histórico da Presidência Indígena do Brics
O embaixador Dinesh Bhatia destacou que a preparação para o encontro deste ano foi marcada por intensos esforços diplomáticos e técnicos, com foco na tradução das prioridades da presidência indiana em cooperação prática e resultados orientados ao desenvolvimento, conforme reportado ao; a agenda da cúpula incluirá discussões sobre integração de pagamentos e moedas digitais, bem como estratégias para fortalecer o multilateralismo reformado e a voz do Sul Global.
Nos arredores da preparação, destaca-se a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que optou por não participar pessoalmente, sendo representado por uma comitiva diplomática e pelo chanceler Mauro Vieira, enquanto avaliações internas indicam que a expectativa é de avanços limitados devido à instabilidade geopolítica decorrente da guerra no O riente Médio e às tensões tarifárias geradas pela política externa dos Estados Unidos.
A cúpula ocorre em um momento crítico para os Brics, que enfrenta rachaduras internas motivadas por divergências entre Irã e Emirados Árabes Unidos sobre o conflito no O riente Médio, além da fragilidade estrutural do bloco face à expansão acelerada sem critérios claros de adesão.
A crise revela a dificuldade do Brics em manter coesão diante de conflitos regionais e disputas geopolíticas que desafiam a unidade do grupo.
A cúpula será realizada entre os dias 12 e 13 de setembro em Nova Déli, sob a presidência rotativa da Índia no bloco Brics.
Repercussão Jurídica e Estratégica das Tensões Internas no Brics
A ausência de lideranças máximas, como o presidente Lula, reflete uma estratégia de mitigação de riscos diplomáticos em face de um ambiente internacional volátil, com o chanceler Mauro Vieira à frente da representação brasileira e ministros selecionados enviando subordinados em vez de titulares para evitar confrontos diretos.
O embate entre Irã e Emirados Árabes Unidos durante a reunião ministerial de maio culminou na ausência de declaração conjunta final, substituída por um documento com ressalvas divulgado pela presidência indiana, evidenciando as divergências sobre a situação na Faixa de Gaza e os bloqueios marítimos no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, controlados pelos Houthis apoiados pelo Irã.



