Na manhã de sexta-feira (4), a Unidade Básica de Saúde Fluvial realizou o atendimento itinerante a mais de 20 residentes da comunidade Menino Deus, na Ilha Nova, em Belém, disponibilizando consultas, vacinação e acompanhamento de doenças crôncas em ambiente fluvial, como parte da estratégia estadual de descentralização de serviços para áreas ribeirinhas.
Contexto Institucional e O peracional da Unidade Móvel
A Unidade Básica de Saúde Fluvial, vinculada à Secretaria de Saúde do Estado do Pará, realiza visitas programadas às comunidades isoladas das ilhas do Arquipélago de Belém, garantindo acesso universal à atenção primária sem que os usuários dependam exclusivamente de transporte terrestre ou de trajetos longos até unidades fixas; durante a ação desta semana, a estrutura itinerante atendeu 22 moradores da Ilha Nova, incluindo Rejane Almeida da Silva, 54 anos, que encontra-se em tratamento por diabetes e destacou a praticidade do modelo ao afirmar que 'A gente não precisa sair daqui para procurar atendimento. O médico atende, orienta e encaminha para os exames quando precisa'.
Além das atividades clínicas realizadas diretamente no local — que inclui o equipamento embarcado com estrutura para consultas ambulatoriais e sala de vacinação —, a unidade segue um sistema rotativo de atendimento semanal entre cinco comunidades: Ilha Nova, Tijutuba, Ilha Longa, Paquetá e Uruboca, com visitas domiciliares programadas uma vez por semana para pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida, conforme cronograma divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde Pública.
Mais de 20 moradores da Ilha Nova receberam atendimento integral na sexta-feira (4) sem precisar sair de suas comunidades ribeirinhas.
Repercussão Jurídica e Políticas Públicas
O Governo do Estado do Pará firmou decisão administrativa proibindo a cobrança de tarifas pela Águas do Pará sob fundamento legal relacionado à reativação do contrato de prestação de serviços hídricos e à instalação do poço artesiano em área previamente atendida pela concessionária, medida que visa garantir acesso universal à água potável sem ônus para usuários das ilhas fluviais.
A iniciativa coincide com esforços do Ministério da Saúde para ampliar coberturas sanitárias em regiões periféricas e isoladas, onde indicadores de vulnerabilidade social e acesso a serviços essenciais permanecem abaixo da média nacional.



