A carioca Deolira Glicéria Pedro da Silva, nascida em 10 de março de 1905, foi oficialmente reconhecida como a mulher mais velha do Brasil pelo Rank Brasil, após análise rigorosa de documentos históricos que comprovam sua longevidade e atualização dos registros previdenciários.
Apoio Documental e Procedimentos de Validação do Rank Brasil
A confirmação da longevidade de Deolira exigiu exaustiva investigação documental, uma vez que parte dos registros originais, incluindo certidões e histórico previdenciário, foram perdidos em uma enchente ocorrida em 1977, fato que obstaculizou a reconstituição cronológica de sua trajetória vital.
O s procedimentos adotados pelo Rank Brasil incluíram a análise da certidão de nascimento emitida pelo O fício Único de Porciúncula, no Rio de Janeiro, e o extrato atualizado do benefício previdenciário do INSS, garantindo a veracidade e consistência dos dados submetidos à avaliação técnica.
O reconhecimento oficial reafirma sua condição como a mais idosa documentada no território brasileiro, substituindo Maria O lívia da Silva, falecida em 2010 com 130 anos no Paraná, e posiciona Deolira como titular do recorde nacional de longevidade feminina.
Deolira Glicéria Pedro da Silva possui 118 anos e 364 dias de idade, sendo a mulher mais velha registrada no Brasil.
Repercussão Institucional e Desafios para o Registro Internacional
A auditoria conduzida por Cristina Cadari, responsável técnico pelo Rank Brasil, destacou a adesão aos protocolos de comprovação exigidos para validação oficial, baseados na análise cruzada de documentos públicos e registros financeiros do INSS para garantir a autenticidade dos dados apresentados.
Com foco imediato na obtenção do reconhecimento pela Guinness World Records, Deolira passa a integrar uma candidatura formal que enfrenta o desafio de comprovar sua condição diante da referência global atualmente detida pela britânica Ethel Caterham, de 116 anos.



