A deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) publicou uma “nota de esclarecimento” após ser alvo de uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) por incentivar empresários a demitirem eleitores do PT. Na nota publicada na terça-feira (27/10), Índia Armelau afirmou que houve “equívoco interpretativo” e que “foi mal interpretada”.
A ação teve início devido a uma publicação feita pela parlamentar na qual dizia: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na rua empresa quem odeia empresários”.
Na nota, a deputada afirmou que “jamais teve qualquer preconceito contra quem quer que seja”. “Como empresária, sempre conviveu com a diversidade ideológica e defende que as opções políticas dos trabalhadores sejam integralmente respeitadas. Mas preocupa-se com situações de sabotagem às próprias empresas, quebra da confiança e fidúcia entre empregador e empregado, contrariando missão, valores e objetivos da empresa”, disse.
“O episódio em questão decorre de um equívoco interpretativo: o comentário foi feito a partir de replicagem, oriunda de uma postagem de terceiro de outra rede e não expressa qualquer orientação ou encorajamento sobre contratações ou demissões por parte da deputada por convicção política”, completou.
“O episódio em questão decorre de um equívoco interpretativo: o comentário foi feito a partir de replicagem, oriunda de uma postagem de terceiro de outra rede e não expressa qualquer orientação ou encorajamento sobre contratações ou demissões por parte da deputada por convicção política”, completou.
A deputada declarou que “desaprova posturas belicosas de trabalhadores contra empregadores e não suas convicções políticas”.
“Índia Armelau defende relações equilibradas e a pacificação social entre o capital e o trabalho. Ao perceber que foi mal interpretada, deletou imediatamente os stories e postagens neste sentido, para evitar utilização indevida e qualquer tipo de tensionamento social no tema”, finalizou a nota.
Após a ação do MPT, a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou que a deputada estadual apagasse, em até 48 horas, as publicações.
Além de remover as publicações que motivaram o processo, Índia Armelau deverá se abster de incentivar empregadores a discriminar, demitir, prejudicar ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas.
A decisão prevê multa diária de R$ 5 mil caso a deputada não remova as publicações no prazo estabelecido. A Justiça também determinou que novos atos de incentivo à discriminação poderão resultar em multa a ser fixada pela Justiça.



