O dólar fechou a sexta-feira (9) em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,0005 na venda, após nova rodada de pesquisas eleitorais sinalizarem Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no cenário presidencialista, enquanto o Banco Central injetou liquidez cambial por meio de leilão de 50.000 contratos de swap para vencimento em 3 de novembro.
Contexto Eleitoral e Mecanismos Cambiais de Intervenção
A pesquisa consolidada pela IBOPE, divulgada na manhã da véspera, apontou Flávio Bolsonaro com 31% das intenções de voto, contra 28% de Lula, indicando uma dinâmica de volatilidade política que repercutiu diretamente nos mercados financeiros; o recuo do dólar, registrado às 9h27, ocorreu em sintonia com a apreciação do real diante da expectativa de estabilidade fiscal sob um eventual novo mandato.
No dia anterior, o dólar à vista registrou alta marginal de 0,17%, encerrando a sessão a R$ 5,0240, antes da intervenção do Banco Central no leilão de swaps cambiais realizado às 11h30 com oferta de 50.000 contratos para vencimento em 3 de novembro, instrumento utilizado para conter pressões inflacionárias e garantir fluidez cambial.
O dólar valorizou 0,47% na semana, fechando a R$ 5,0005 após duas pesquisas eleitorais que impulsionaram o apetite por ativos brasileiros
Repercussão Política e Diretrizes Monetária-Fiscal
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a combinação entre política fiscal responsável e intervenções pontuais do Banco Central assegura a autonomia do regime cambial sem prejuízo à confiança institucional.
Especialistas apontam que a volatilidade observada reflete não apenas fatores domésticos, mas também a attenção global aos rumos da economia americana e à trajetória da taxa Selic no ciclo de aperto monetário brasileiro.



