A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, condenada com outras quatro pessoas por venda de decisões judiciais na Bahia, está afastada do cargo desde 2019, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A informação foi confirmada nesta quinta-feira (22) pelo órgão, que informou ter prorrogado a medida cautelar em fevereiro de 2026, com validade até o ano que vem. Apesar do afastamento, conforme o Portal da Transparência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a magistrada — ex-presidente do órgão — continua recebendo salário normalmente.
Em abril deste ano, quando recebeu o maior valor registrado em 2026, os vencimentos da desembargadora chegaram a R$ 129 mil, sem os descontos. Parte desse montante corresponde a uma indenização por férias não usufruídas, no valor de R$ 69 mil. Após os descontos, o pagamento líquido foi de R$ 104 mil. Já em agosto, mês mais recente com dados disponíveis no Portal da Transparência do TJ-BA, a desembargadora recebeu R$ 52,2 mil líquidos.



