Santiago Peña renunciou à presidência do Paraguai na quinta-feira (5/11), após um período de instabilidade política provocada pela crise envolvendo o Ueno Bank. O Banco Central paraguaio suspendeu as operações da instituição financeira no dia 3 de novembro, alegando que o banco não possuía condições de honrar seus compromissos financeiros e iniciou um procedimento de resolução.
A relação do presidente com o grupo controlador do banco motivou parlamentares da oposição a protocolar um pedido de julgamento político. A crise também resultou na renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, e de outros dois membros da diretoria da autoridade monetária.
Peña é filiado ao Partido Colorado, oficialmente conhecido como Associação Nacional Republicana (ANR), uma das legendas mais tradicionais da América do Sul e identificada com o conservadorismo, o liberalismo econômico e o nacionalismo paraguaio. Ele integra o movimento interno cartista, ligado ao ex-presidente Horacio Cartes, que apoiou sua candidatura.
Eleito em abril de 2023 ao derrotar o candidato da oposição Efraín Alegre, Peña sucedeu Mario Abdo Benítez, também membro do Partido Colorado. O presidente defende impostos baixos e um ambiente favorável aos negócios, apresentando o Paraguai como um destino para investimentos e expansão do comércio internacional.
Embora se posicione à direita economicamente, Peña afirmou que acredita na necessidade de combinar a atuação do setor privado com a presença do Estado em áreas como saúde, educação e segurança. No campo social, mantém valores tradicionais e conservadores, sendo contra a legalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo.



