Uma semana depois da vitória nas urnas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mobilizou seus articuladores no Palácio do Planalto e lideranças no Congresso para acelerar a tramitação de pautas prioritárias antes da renovação do Legislativo, que deve reforçar as bancadas de oposição. A primeira tarefa é aprovar no Senado a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou para terça-feira (3), com objetivo de votação em dois turnos no mesmo dia.
A votação da PEC havia sido retirada da pauta em 15 de outubro, às vésperas da eleição, devido à tentativa da oposição de incluir a redução da maioridade penal na proposta. Paralelamente, articuladores avaliam a indicação de um nome para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal com a saída de Luís Roberto Barroso; o presidente sinalizou interesse no advogado-geral da União, Jorge Messias, mas o nome não está pacificado no Senado, onde aliados sugerem Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e ministro do TCU, como alternativa com maior aceitação. A gestão federal também pretende aprovar o marco regulatório da inteligência artificial, já aprovado pelo Senado e pendente de chancela na Câmara, além da regulamentação concorrencial das big techs e o projeto de lei orçamentária anual para 2027, que já foi enviado e precisa de ajustes após as promessas de campanha.



