A avaliação de uma ala do Supremo Tribunal Federal indica que o senador Davi Alcolumbre (União-AP), apesar de não ter concorrido à reeleição em 2024, vê-se ameaçado por uma erosão de influência política resultante do desempenho de aliados em seu reduto eleitoral, especialmente com a vitória de Dr. Furlan (PSD) como governador do Amapá e da consolidação de uma bancada mais combativa no Senado Federal, colocando em risco sua continuityidade como presidente da Casa no início do próximo mandato.
Contexto Institucional e Análise de Poder no Reduto Eleitoral
A perícia legislativa revela que o cenário político do Amapá, onde Alcolumbre historicamente consolida poder, sofreu uma reconfiguração drástica após as eleições estaduais, com a eleição de Dr. Furlan com 62% dos votos, superando Clécio Luís, seu antigo aliado político e ex-prefeito de Macapá, que obteve 165 mil sufrágios; essa dinâmica fragilizou a base de suporte do senador junto a setores tradicionais da sua coalizão.
Além disso, a estratégia de Alcolumbre de garantir duas cadeiras na Câmara para seu grupo político — inicialmente visadas para Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) — foi comprometida pela decisão do governador eleito em incluir Rayssa em sua chapa majoritária e pela vitória posterior de Barreto, ambos rivais declarados, ampliando assim a fragmentação dentro da legenda e minando sua capacidade de comandar a agenda legislativa com autoridade unificada.
O senador Davi Alcolumbre enfrenta risco iminente de perda da presidência do Senado em 2025 devido à erosão da base aliada no Amapá e ao crescimento da bancada bolsonarista no Legislativo.
Repercussão Política e Desafios Estruturais para o Poder Legislativo
A avaliação ministerial do STF aponta que a ampliação da bancada bolsonarista — composta por figuras como Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) — deve reduzir significativamente o margen de manobra de Alcolumbre na condução das sessões plenárias e na mediação de acordos entre as bancadas, especialmente em um cenário de polarização acentuada.
Especialistas em direito constitucional advertem que, se a tendência se confirmar, o senador poderá enfrentar obstáculos reais para renovar seu mandato à frente da Mesa Diretora em 2025, com possibilidade concreta de ser superado por candidatos como Rogério Marinho (PL-RN), cujo perfil alignado ao movimento bolsonarista ganha força crescente nas negociações internas da Casa.



