Na manhã de quinta-feira (22), a Polícia Federal desarticulou, por meio da O peração São Silvestre, esquemas fraudulentos de investimento tipo pirâmide que utilizavam plataformas digitais para captar recursos de investidores em criptomoedas e robôs automatizados, com cumplicidade de 15 pessoas físicas e 13 empresas envolvidas em atividades criminosas entre 2018 e 2020.
Contexto Institucional e Procedimentos da O peração
A ação policial, coordenada pelo Grupo de Atividade Ilícita (GAI) da PF, resultou no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão distribuídos em 11 cidades de seis estados, abrangendo o Sul e Sudeste do Brasil, com foco nas cidades de Florianópolis, Blumenau, Pomerode, Indaial, Rio do Sul (SC), Curitiba (PR), Álvares Machado (SP), Belo Horizonte (MG), Jaboatão dos Guararapes (PE) e Recife (PE). As investigações apuraram que os grupos operavam por meio de aplicativos digitais que prometiam retornos artificialmente elevados, atraindo mais de 10 mil vítimas com prejuízos financeiros na casa dos milhões, conforme denúncias e análises periciais. A estrutura criminosa utilizava mecanismos de captação piramidal, onde os rendimentos pagos aos primeiros investidores vinham dos aportes dos posteriores, configuração clássica de fraudes financeiras digitais.
O s suspeitos foram indiciados pelos crimes de associação criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro e infrações contra o sistema financeiro nacional e o mercado de capitais, com base em laudos técnicos da Receita Federal e documentos bancários analisados pela Diretoria de Inteligência da PF. A operação conta com apoio da Polícia Civil local e do Ministério Público Federal, que já ajuizou a denúncia formal contra os investigados em esfera nacional.
Mais de R$ 100 milhões em bens bloqueados para ressarcir vítimas de fraudes que atingiram mais de 10 mil pessoas no País.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Apuração
A Justiça Federal determinou o congelamento preventivo dos ativos dos acusados, medida cautelar orientada a evitar a dissipação patrimonial antes do julgamento definitivo. A decisão foi proferida pelo juiz federal Marcelo Jorge Salomão, da 4ª Vara Criminal do Distrito Federal, que destacou a gravidade dos crimes contra o patrimônio das vítimas e a necessidade de preservação integral dos recursos apreendidos. O Ministério Público Federal aguarda o trâmite processual para propor acordo reparatório com os réus.
A PF reforça o alerta para que eventuais vítimas ou pessoas com comprovação de aportes possam colaborar com as investigações por meio do canal oficial denunciapiramides. Iji@pf. Gov. Br, garantindo o sigilo das informações enquanto contribuem para a responsabilização dos autores e a restituição dos prejuízos causados.



