Em 30 de julho, o menino de nove anos Arthur Fellipe Martins, portador de paralisia cerebral, sofreu grave acidente ao cair da escada rolante na estação Ceilândia Sul do Metrô-DF, ficando preso sob a cadeira de rodas danificada e necessitando de atendimento imediato em unidades hospitalares da capital federal.
Contexto Institucional e Acidente na Infraestrutura Metroviária
A apuração jornalística, baseada em relatório técnico da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e no boletim de ocorrência registrado na 80ª Delegacia Policial, constatou que o acidente ocorreu por falha operacional na escada rolante, cujo mecanismo de segurança não impediu a descida inesperada da cadeira com o menino a bordo. O equipamento, conforme laudo pericial preliminar, apresentou desgaste nos componentes de acionamento, o que pode ter contribuído para a perda de aderência durante a operação.
O contexto histórico relevante inclui o fato de que a estação Ceilândia Sul, inaugurada em 2001, já havia registrado outros incidentes envolvendo mobilidade reduzida, como quedas de usuários em cadeiras de rodas adaptadas. A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) tem histórico de investimentos limitados em adaptações para pessoas com deficiência, conforme denúncias de associações de direitos humanos e relatórios da Defensoria Pública do DF.
O custo estimado para a aquisição de uma nova cadeira motorizada para Arthur é de R$ 7.373,27, valor que se mostra crítico diante da incapacidade familiar de arcar com esse gasto.
Repercussão Jurídica e Mobilização Social
A mãe, Bianka Fabíola Martins, representada pelo Instituto de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (IDDA), formalizou representação ao Ministério Público do Distrito Federal e ao Conselho Tutelar, alegando negligência institucional na garantia de acessibilidade e segurança nas instalações públicas. O Metrô-DF, por meio da assessoria de imprensa, declarou que está realizando investigação técnica para apurar responsabilidades e se colocou à disposição para colaborar com o processo investigativo.
Diante da gravidade dos danos físicos e emocionais sofridos pela criança e familiares, a Justiça Federal do Distrito Federal acolheu pedido liminar para que a Prefeitura do DF adote medidas emergenciais de apoio à família, incluindo transporte adaptado e acompanhamento psicossocial, enquanto aguarda laudo definitivo sobre a responsabilidade civil do órgão metroviário.



