Na manhã de quinta-feira (10/9), a Polícia Federal deflagrou uma operação com 49 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, visando à investigação de suposto desvio de emendas parlamentares destinados à produção do filme 'Dark Horse', que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O alvo principal da ação é a empresária Karina Ferreira da Gama, 46 anos, sócia da Go Up Entertainment e responsável pelo Instituto Conhecer Brasil, que também administra contrato vigente de R$ 157 milhões com a Prefeitura de São Paulo para implantação de wi-fi gratuito na periferia da capital.
Contexto Investigativo e Fundamentação Legal
A operação, conduzida pela Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, incluiu buscas na residência da empresária em Brasilândia, sede do Instituto Conhecer Brasil e nas instalações da produtora Go Up Entertainment, com o objetivo de coletar documentos e evidências relacionadas ao financiamento do filme por meio de recursos públicos. Segundo apurações preliminares, o desvio de emendas parlamentares teria ocorrido por meio de intermediários ligados a deputados federais, com o intuito de favorecer o projeto cultural sob a alegação de promoção da cultura nacional, quando na realidade o recurso teria sido redirecionado para fins mercadológicos vinculados à produção cinematográfica sobre Bolsonaro.
Antecedentes indicam que Karina Ferreira já havia sido alvo de investigação pela Polícia Civil de São Paulo em junho deste ano, ocasião em que sua residência e a sede do Instituto Conhecer Brasil foram alvos de busca e apreensão; no entanto, a operação deflagrada nesta quinta-feira representa o primeiro momento em que a Polícia Federal assume o comando do caso sob autorização judicial do STF.
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Repercussão Institucional e Desdobramentos Imediatos.
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A Justiça Federal deve analisar os resultados periciais das buscas para definir eventuais medidas cautelares, como bloqueio de bens ou prisão preventiva dos envolvidos, enquanto a Procuradoria-Geral da República acompanha o caso por possíveis infrações ao Código Penal e à Lei de Licitações., O Ministério da Transparência e Controle já acionou a Controladoria-Geral da União para apurar eventuais falhas na fiscalização dos contratos públicos firmados com o Instituto Conhecer Brasil, que há anos mantém parceria com a Prefeitura de São Paulo sem auditorias externas efetivas.
O s mandados judiciais expiram automaticamente em 30 dias após a data da operação, sob pena de perda da validade probatória.



