Na manhã de 19 de outubro, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) proferiu declarações polêmicas em Manaus, criticando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela conduta governamental no enfrentamento das queimadas na Amazônia, em meio à crise humanitária e ambiental que afeta o estado há semanas, com 5.365 focos de incêndio registrados entre setembro e outubro, representando um aumento de 195% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Inpe.
Contexto Institucional e Histórico da Emergência Amazônica
O governo do Amazonas decretou, em 10 de outubro, situação de emergência em 36 dos 62 municípios do estado, medida reconhecida pelo governo federal no mesmo dia, mobilizando 11 aeronaves da Força Aérea Brasileira — incluindo aviões, helicópteros e um cargueiro — além de 290 brigadistas federais para combater os incêndios que assolam a região, enquanto a população civil enfrenta há nove dias consecutivos a presença de fumaça densa em Manaus, que suspendeu aulas e prejudicou a saúde pública, com 375 atendimentos médicos por problemas respiratórios registrados entre julho e outubro.
O s incêndios, que atingem áreas de floresta e territórios indígenas, como o Rio Urubu em Itacoatiara, onde um fogo persiste há mais de 40 dias, são alimentados por ações humanas e agravados pelas condições climáticas extremas, marcadas por baixa umidade, vegetação seca e altas temperaturas, fatores que têm sido intensificados pelo fenômeno El Niño.
O Amazonas registrou 5.365 focos de incêndio entre 1º de setembro e 14 de outubro, um aumento de 195% em relação ao mesmo período de 2025.
Repercussão Política e Desafios na Governança Ambiental
A crítica feita por Flávio Bolsonaro repercutiu imediatamente nas esferas políticas e mediática, reforçando tensões pré-existentes entre o governo federal e setores da oposição que apontam para a necessidade de maior efetividade nas políticas públicas de combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia.
No Pará, Flávio afirmou que pretende acabar com 'entraves ambientais ideológicos', enquanto em São Paulo e Goiânia segue agenda de campanha; já o Comitê de Lula em Joinville foi alvo de ataques descritos como 'intimidação', evidenciando a polarização política no país.



