O atacante Richarlison reiterou, neste sábado (17), a perda de posse de uma propriedade avaliada em R$ 10 milhões, localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, após recusa de venda à Flávio Bolsonaro e requerer formalmente a abertura de investigação pela Polícia Federal, destacando que o imóvel foi adquirido entre 2020 e 2021 em parceria com Alencar da Silveira e Renato Velasco, com aporte de aproximadamente R$ 10 milhões, enquanto o Superior Tribunal de Justiça manteve, em maio de 2025, decisão favorável à WT Administração de Imóveis e Bens S. A. Perante ação movida por Willer Tomaz, sob o argumento de que a revisão da disputa demandaria reexame técnico de contratos e provas, inexigível em recurso especial.
Contexto Jurídico e Histórico da Disputa Imobiliária
A apuração realizada com base em registros judiciais e declarações do atleta revelou que a controvérsia girou em torno da efetiva transferência da posse da propriedade, apesar da titularidade registrada em nome da Sport 70, sociedade controlada por Richarlison e Renato Velasco, empresário vinculado ao mundo esportivo; segundo documentos obtidos pelo Estado de Minas, o imóvel foi adquirido em duas etapas — uma inicial em 2020 e outra em 2021 — mediante investimento direto de cerca de R$ 10 milhões, valor este que incluiu reformas estruturais e aquisição de equipamentos para uso recreativo na ilha.
Nos anos subsequentes, o atleta alegou ter mantido ocupação informal do local, enquanto a WT Administração de Imóveis e Bens S. A., representada por Willer Tomaz, ingressou com ação possessória fundamentada em suposta fraude na assinatura de contrato e ausência de pagamento integral do valor pactuado, situação que culminou na decisão do Superior Tribunal de Justiça que negou efeito suspensivo ao recurso especial interposto pela defesa de Richarlison.
Richarlison perdeu posse de um imóvel avaliado em R$ 10 milhões após decisão do STJ que invalidou seu direito de permanência.
Repercussão Política e Próximos Desdobramentos
A solicitação formal de investigação da Polícia Federal por parte do atleta gerou reação imediata do entorno político: Flávio Bolsonaro, por meio de sua assessoria, classificou a denúncia como tentativa de desqualificação política e negou qualquer irregularidade na conduta relacionada à aquisição ou ocupação do bem; já o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro indicou que está monitorando o caso para eventuais infrações administrativas ou criminais vinculadas ao uso simbólico da propriedade.
Richarlison afirmou que, caso o recurso seja julgado favorável, destinará parte do ressarcimento — estimado em R$ 3 milhões anuais para ações sociais — ao Hospital Regional da Ilha do Cabo em Nova Venécia (ES), mas que não pretende recuperar fisicamente o imóvel, limitando-se ao reembolso financeiro do investimento original.



