Durante a sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), marcada por intenso embate entre os magistrados e interrupções ocasionadas por intervalos, o ministro André Mendonça transmitiu um bilhete ao colega Dias Toffoli por intermédio de seu assessor, às 11h48, no momento em que Gilmar Mendes discursava sobre ofício do ministro Flávio Dino, fato que gerou reações imediatas e sinalizações visíveis por parte do presidente da Corte.
Contexto Institucional e Desdobramentos da Apuração
A apuração revelou que o recado foi proferido em meio à tensão gerada pela investigação contra Alexandre de Moraes, vinculada ao escândalo de corrupção do Banco Master, enquanto o ministro Gilmar Mendes utilizava o discurso para comentar ofício enviado pelo ministro Flávio Dino ao presidente da Corte, Edson Fachin, no qual se questionava a relatoria da PET 16.662, responsabilidade anterior de Mendonça.
O ministro Dias Toffoli havia declarado impedido de votar no caso, assim como Nunes Marques, o que reforçou a complexidade do ambiente processual e a necessidade de comunicação indireta por parte dos envolvidos.
O ministro André Mendonça enviou recado ao colega Dias Toffoli durante sessão sobre investigação contra Alexandre de Moraes no escândalo do Banco Master
Repercussões O ficiais e Cenários Futuramente Definidos
As declarações de Gilmar Mendes sobre a atuação de Mendonça, referindo-se à 'ética' da 'máfia', ecoam como resposta direta à movimentação do ministro, enquanto a instabilidade técnica do site do STF durante o julgamento evidenciou fragilidades operacionais em meio à tensão institucional.
A retomada da sessão às 15h30, após intervalo marcado para as 15h, contou com a presença de ministros como Nunes Marques, que reiterou impedimento de apreciar o caso, mantendo o foco no desdobramento processual sobre Alexandre de Moraes.



