Na noite de quarta-feira (7/10), um incêndio de grande magnitude atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Nide) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), causando danos estruturais significativos ao local onde eram armazenados projetos de pesquisa sobre câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo, sem registro de feridos, enquanto a Polícia Federal (PF) anunciou a abertura imediata de inquérito para apurar as causas do desastre.
Investigação Preliminar e Contexto da Incidência
Testemunhas que registraram o episódio na plataforma digital da Boletim descreveram chamas intensas e fumaça densa no prédio da Nide, localizado no campus da UFPE em Recife, com a estrutura atingida apresentando risco iminente de colapso devido à intensidade do fogo, que se alastrou rapidamente em razão dos materiais inflamáveis armazenados no interior, conforme informou a Corporação de Bombeiros Militares do Estado de Pernambuco em comunicado oficial.
O episódio ocorreu um dia após manifestação estudantil organizada em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, evento que reuniu milhares de participantes na Campus do Recife e que gerou tensões políticas prévias ao segundo turno das eleições presidenciais contra Flávio Bolsonaro (PL).
O incêndio provocou grandes danos ao prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da UFPE, onde estavam armazenados projetos estratégicos em pesquisas sobre câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo.
Repercussão O ficiais e Desdobramentos Imediatos
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) manifestou-se por meio de nota institucional afirmando que lamenta profundamente o ocorrido, especialmente pelo impacto nas pesquisas científicas em andamento, e confirmou que as atividades acadêmicas seguem normalmente nesta quinta-feira (8/10), reforçando o compromisso com a continuidade dos trabalhos científicos apesar do incidente.
Jorge Messias, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), requereu 'investigação rigorosa' sobre as causas do incêndio, enquanto a Polícia Federal (PF) confirmou a instauração formal do inquérito para apurar se houve qualquer ato doloso ou negligência na gestão dos materiais armazenados no local.



